Blog do Eduardo

Sunday, June 18, 2006

Sou o Coração

Sou o coração, sou o coração
Divertido e brincalhão
Sou o coração, sou o coração
Amigo mas pedinchão

Eu peço juízo, eu peço cuidado
Eu quero miminhos e ser bem tratado
Álcool e gorduras, açúcar e sal
Não me dêem disso, porque me faz mal

Fumo nem pensar, pois fico doente
Vegetais e fruta, quero sempre, sempre
Quero água da boa, mas pouco café
Gosto de miminhos e de andar a pé

Tum, tum, tum,bato sem parar
Sou o coração sempre pronto para amar
Só peço miminhos, só peço cuidado
Vá sejam bonzinhos, não me queiram ver zangado

Sou o coração, sou o coração
Eu sou divertido e brincalhão
Eu sou o coração!

in O livro das Canções

Friday, June 16, 2006

Maria



Mais feliz do que a Maria
Creio mesmo que não há
Quando salta, pula, pula
Em cima do seu sofá

Nem o Nana, nem a Graça
Nem a Lucha ou o Luís
A mandam sair de lá
Porque a vêem tão feliz

Salta, salta, salta, salta
Mais feliz do que ninguém
Pula, pula, pula, pula
E bate as palmas também

Quando o jardim fica em flor
bonito e perfumado
A Maria salta, salta
Pula, pula no relvado

Quando o Sol aquece a praia
E há gaivotas a voar
A Maria salta, salta
Pula, pula à beira-mar

Quando vai para o Alentejo
Brinca com as libelinhas
Dança com as borboletas
Fala com as joaninhas

Mas é com os gafanhotos
Que mais gosta de brincar
De flor em flor, aos pulinhos
Lá vão os dois a saltar.

Thursday, June 15, 2006

Uma Porquinha Janota



Uma Porquinha Janota
Cansada de andar a pé
Comprou uma mota
Olari, lari, lólé!

Teve logo um acidente
Partiu a pata e o pé
E ficou muito doente
Ai, ai, ai, ai, ai, ai é.

Tantos gritos, tantos ais
Deu a mota ao Jacaré
Em motas não falem mais
Olari, lari, lólé!

Isabel Lamas

Wednesday, June 14, 2006

Greve

Hoje, quando cheguei à escola - ninguém tinha dito nada a ninguém que os professores iriam fazer greve - tive uma surpresa: não teria aulas. Fiquei aborrecido, era para fazer teste de Português e não fiz; a professora nem se dignou avisar-nos que iria cumprir a greve. Para a semana, terei os três testes finais... encavalitados uns nos outros...

A minha irmã lá na Escola dela viu um episódio caricato: os professores estavam na Escola mas não falavam fora da sala de aulas com os alunos e estavam de luto, vestidos de negro. Cromos...

Saturday, June 10, 2006

Quase férias, quase Verão



Adoro o gelado de alperce, o banana split e o pêche melba que a mãe prepara. No Verão, costumamos jantar lá fora no jardim, na pérgola e os amigos que, às vezes, cá vêm tocam e cantamos todos. Às vezes. Porque outras vezes falam horas a fio de livros, política e viagens. E de futebol, porque a minha mãe gosta de futebol. O meu pai não, nem percebe nada de bola.
Mas gosto muito do meu jardim e de ficar na cama de rede a ler e a ouvir música. O pior é o Sebastião, o nosso cão, que tem a mania de querer ir para lá... e de roer os meus sapatos. Quando os meus amigos vêm para cá também é giro.
Na última festa de anos da minha irmã, eu e o meu irmão Bruno fomos para a varanda com balões de água e, quando os amigos e as amigas dela iam para os baloiços conversar (e namorar), nós atirávamos os balões. Também esmagámos morangos no banco de madeira e eles sentaram-se e ficaram todos sujos. É bem feita. Têm a mania que são grandes e que nós somos "miúdos", tramámo-los. Depois a mãe zangou-se connosco.
Uma outra vez, a Madalena, que é minha colega na escola teimou em ir para a cama de rede porque é muito bonita. E eu avisei que ela tinha que ter cuidado porque podia cair. Ela riu-se e achou que eu era parvo. Deixei-a ir, começou a baloiçar-se e caiu de nariz no chão. Era sangue por todo o lado e a minha mãe teve que tratar dela e levá-la a casa. A mãe da Madalena ainda queria bater na filha, mas depois acalmou-se. Vá lá. Ela devia estar cheia de dores e a mãe ainda gritava com ela. Um bocado parvo mas é a mãe dela, que é chata que se farta. Fala, fala, fala. A minha mãe faz de conta que não a vê para não a aturar.
Vou ver se convenço a mãe a fazer um dos gelados dela hoje. Pode ser que esteja com paciência.
Do que mais gosto no jardim é do cheiro do jasmim, da madressilva e da dama da noite. O ar cheira sempre bem. O meu irmão Bruno é que tem a mania de trepar às árvores todas, eu não gosto. Tenho medo de cair. Prefiro andar de bicicleta ou no meu moto 4. Só que para andar na moto tem que ser sempre acompanhado e ainda não aprendi a pôr gasolina nela, por isso prefiro a bicicleta.
Tenho que ir estudar música, tenho hoje ensaio. Toco clarinete, o Bruno toca trompete e a Beatriz toca flauta transversal. O Gonçalo, que é o mais velho, toca teclas do portátil!!!!!!! Mas tocava bem flauta, até gravou um CD com os colegas do colégio em Lisboa. Agora só computador.

Sunday, June 04, 2006

A arca de Noé



Sete em cores, de repente
O arco-íris se desata
Na água límpida e contente
Do ribeirinho da mata.

O sol, ao véu transparente
Da chuva de ouro e de prata
Resplandece resplendente
No céu, no chão, na cascata.

E abre-se a porta da Arca
De par em par: surgem francas
A alegria e as barbas brancas
Do prudente patriarca

Noé, o inventor da uva
E que, por justo e temente
Jeová, clementemente
Salvou da praga da chuva.

Tão verde se alteia a serra
Pelas planuras vizinhas
Que diz Noé: "Boa terra
Para plantar minhas vinhas!"

E sai levando a família
A ver; enquanto, em bonança
Colorida maravilha
Brilha o arco da aliança.

Ora vai, na porta aberta
De repente, vacilante
Surge lenta, longa e incerta
Uma tromba de elefante.

E logo após, no buraco
De uma janela, aparece
Uma cara de macaco
Que espia e desaparece.

Enquanto, entre as altas vigas
Das janelinhas do sótão
Duas girafas amigas
De fora as cabeças botam.

Grita uma arara, e se escuta
De dentro um miado e um zurro
Late um cachorro em disputa
Com um gato, escouceia um burro.

A Arca desconjuntada
Parece que vai ruir
Aos pulos da bicharada
Toda querendo sair.

Vai! Não vai! Quem vai primeiro?
As aves, por mais espertas
Saem voando ligeiro
Pelas janelas abertas.

Enquanto, em grande atropelo
Junto à porta de saída
Lutam os bichos de pêlo
Pela terra prometida.

"Os bosques são todos meus!"
Ruge soberbo o leão
"Também sou filho de Deus!"
Um protesta; e o tigre – "Não!"

Afinal, e não sem custo
Em longa fila, aos casais
Uns com raiva, outros com susto
Vão saindo os animais.

Os maiores vêm à frente
Trazendo a cabeça erguida
E os fracos, humildemente
Vêm atrás, como na vida.

Conduzidos por Noé
Ei-los em terra benquista
Que passam, passam até
Onde a vista não avista.

Na serra o arco-íris se esvai...
E... desde que houve essa história
Quando o véu da noite cai
Na terra, e os astros em glória

Enchem o céu de seus caprichos
É doce ouvir na calada
A fala mansa dos bichos
Na terra repovoada.

Vinicius de Moraes, Poemas Infantis

Thursday, June 01, 2006

1 de Junho - dia da criança



Para mim, todos os dias são dias da criança!

Sei que há muitos meninos que sofrem e não são felizes como eu.

Quando for homem quero fazer tudo o que possa para não haver mais meninos infelizes.